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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Diário de bordo

 

Dia 5 – La Spezia (Florença e Pisa)

La Spezia é uma pequena localidade, ainda fica afastada por bons quilometros de Florença ou Pisa, por isso resolvemos optar pela excursão do cruzeiro que nos dava mais garantias de visitar os pontos de interesse principais e cumprir os horários rígidos de embarque.

A excursão saiu pelas 7h30, a nossa guia Maria, que nos acompanhou no autocarro, era uma mulher pequena, já nos seus 40, ar hippie, cabelo curto, pouco feminina, muito sarcástica mas engraçada. Utilizamos aqueles equipamentos tipo rádio que nos permitem ouvir à distância a guia. Não servem para falar, só para ouvir como bem evidenciou Maria no seu tom irónico a contar episódios de turistas que se agarram ao rádio a dizer “María estoy me perdiendo, María estoy me perdiendo”. Também explicou que os preços podem ser caros, que não adianta se queixarem…

"-María, he pagado 5 euros por una cerveza! En mi país cuesta 1 euros una pinta!
- Ah, sí, que suerte, me invita entonces a tomar una copa en su tierra! "

Também na altura de devolvermos os rádios mostrou a sua ironia ao dizer que tinha inventado um jogo muito fácil mas que as pessoas ás vezes tinham dificuldade em jogar, era tirar os pinganillos (auriculares) do rádio e devolver o mesmo.

Florença é também chamada Firenze ou Florentia, a nossa guia na visita à cidade chamava-se Patricia, não falava Português muito fluente mas era o suficiente. Durante a visita um dos elementos do grupo perdeu-se, estivemos 20 minutos á espera, o nosso grupo era constituido de portugueses na sua maioria reformados, havia um outro casal jovem e uma rapariga Sónia que acompanhava um gupo de portugueses mais velhos que ela.

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Visitamos a Catedral, impressionante, tem uma parte mais antiga e outra mais recente - a frente e a torre ao lado. De frente para a Catedral estava o Batistério, estava em obras, antigamente só podiam entrar na catedral batizados, então havia sempre batistérios ao lado das catedrais. Por toda a cidade podemos contemplar esculturas com representações históricas ou de deuses (Medusa, etc). Estivemos na famosa ponte velha, almoçamos perto da Praça de cruz, que tem um igreja muito bonita, com as habituais risquinhas pretas que se vê em itália, e é também uma zona de restaurantes e comércio - comprei uns lenços e carrinhos de madeira com letras para oferecer.

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Pisa é cinge-se em termos de interesse turistico, à zona com a torre, igreja e batistério, está muito bem conservada, a torre é única e claro é irresistivel tirar aquelas fotos, a empurrá-la. Há ao redor muitos vendedores insistentes, alguns vendiam guarda-chuvas estampados com os monumentos de itália. Acabamos por nos atrasar um pouco a voltar ao navio por causa de uma confusão relativa ao ponto de encontro com um dos elementos do autocarro, mas o navio lá esperava por nós - vantagem de ir na excursão organizada pelo próprio.

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sábado, 19 de julho de 2014

Diário de Bordo

 

Dia 3 – Cannes

Estava a decorrer o Festival de cinema, vimos as passaderiras vermelhas, vários carros de alta gama e com vidros fumados, a passar. Cannes tem boas praias, boas lojas, bons carros (Ferrari, Bentley, Lamborghini, Mercedes, Maseratti), gente bem vestida e está rodeada de iates de sonho! Vimos iates que incluiam helicoptero!

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O navio não atracou no porto de Cannes, descemos de lancha e mal chegamos saltou-nos à vista a placa Wi-Fi gratis - é que no cruzeiro o acesso a net paga-se caro e por um pacote de pouquíssimas horas.

Havia muita animação pelas ruas, muita gente, ao pé do edificio que acolhe o festival, vimos um tipo mascarado de velha na rua, mas uma boa mascara, idêntica ás daquelas personagens de alguns filmes famosos (que não me lembro agora o nome...”Mrs. Doubtfire” por exemplo)

Na partida ao final do dia, pudemos desfrutar de um pôr do sol lindo com Cannes como paisagem de fundo.

Dia 4 – Gênova

A cidade é distinta, invulgar, dá ótimas fotos. Tem por atração, entre outras, o Galeão Neptuno, barco usado no filme “Piratas” de Roman Polanski, o ascensor, que roda 360º e que permite vislumbrar a cidade e o famoso Aquário, o maior da Europa, que não chegamos a conhecer por dentro, o preço é de 24€ por pessoa, visitar levaria algumas horas, preferimos abdicar da visita (talvez um dia…) e ter mais tempo para percorrer a cidade.

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Visitamos o farol, denominado a Lanterna de Gênova, muito bonito, com lindas vistas para a cidade. Também visitamos a Porta Soprana, que fica próxima da casa de Cristovâo Colombo, a igreja de San Lorenzo, gôtica com as suas riscas pretas, uma moda usada naquele tempo.

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As ruas estão cheias de vendedores, alguns chatos, daqueles que dão a pulseirinha ou um buda e depois não “deslargam”, nós não caimos nisso mas  fomos muito abordados, dois dos casais que nos acompanhavam ao jantar levaram com eles.

Assistimos à actuação de um grupo muito talentoso que tinha instrumentos com tubos.

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Gênova tem uma grande variedade de etnias, vários imigrantes oriundos de África e Mulçumanos. A arquitetura é fantástica e por uma infinidade de ruelas estreitas, chamadas «carruggi» - cheias de comércio - existem vários edificios imponentes, alguns por recuperar.

Assistimos a uma cena bastante ternurenta, ao passar ao pé de uma igreja, que ficava no cimo de uma das ruas e com porta principal de frente para uma esquina. Estavam nas escadas, da entrada da igreja, duas meninas acompanhadas de uma senhora que parecia ser a avô, de repente uma das meninas começa a correr e a dizer de forma entusiástica “padre, padre”, pensamos que seria o seu pai que vinha a subir a rua, mas não, quando dobramos a esquina fomos surpreendidos por um padre mesmo, vestido a preceito de batina preta, que recebeu a entusiástica menina com um abraço.

Uma das coisas mais caricatas da cidade são as pinturas nalguns edificios a imitar relevo de pedra e esculturas, exemplo disso é o palácio San Giorgio. A avenida “Via XX Settembre” tem prédios fantasticos, albergam lojas de várias marcas (aproveitei para comprar umas meias na calzedonia que me estavam a fazer falta), com grandes arcadas, chão muito trabalhado, verdadeiras obras de arte. Ficou a vontade de voltar.

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